Guia definitivo para navegar online com segurança

Última atualização por Abdul Oare em fevereiro 06, 2019

Índice:

Perigos dos maus hábitos de navegação

É praticamente impossível menosprezar a importância dos bons hábitos de cibersegurança. Não apenas cada vez mais ativos e identidades estão sendo digitalizados, como as pessoas estão passando mais tempo online. Com o aumento de produtos de realidade virtual e realidade aumentada, bem como as tecnologias portáteis em geral, as pessoas ficarão online praticamente 24/7. Isso quer dizer que as pessoas estão mais vulneráveis do que nunca a ter seus dados hackeados.

O pior é que os hackers estão ficando mais criativos nos tipos de ataques empregados. A Symantec descobriu um aumento de 8.500% em ataques de crypto-jacking, nos quais os criminosos virtuais usam o PC da vítima para minerar criptomoedas, ao invés das técnicas tradicionais de ransomware. O primeiro sinal de que um computador foi comprometido é o valor altíssimo da conta de luz, pois custa muito caro para minerar criptomoedas.

Estima-se que os crimes cibernéticos globais custarão US$ 6 trilhões em 2021. A verdade é que os especialistas e grupos de segurança estão pressionados a evitar uma nova onda de ciberataques em uma nova era com mais pessoas online do que nunca, além de novas plataformas para os criminosos realizarem ataques inéditos. Os ciberataques são o tipo de crime que cresce mais rápido nos EUA.

E, do lado oposto do espectro, empresas como Facebook, Instagram, Twitter, Google e Amazon são famosas por coletar dados dos usuários aos quais não deveriam possuir nenhuma forma de acesso. Portanto, os usuários comuns da internet devem se preocupar com ambos os lados: corporações centralizadas coletando dados, e cibercriminosos instalando vírus e acessando informações confidenciais. As empresas estão muito mais interessadas em ganhar dinheiro do que em proteger os dados dos clientes.

Felizmente, existem diversas técnicas simples e consagradas que podem ser usadas para reduzir drasticamente as chances de você ser hackeado. Não é preciso praticamente nenhum conhecimento em computadores – o problema é que as pessoas não tomam as precauções básicas de segurança necessárias para garantir uma navegação online segura. Se você ficará online pelo resto da sua vida, assim como muitas pessoas ficarão, então, faz sentido investir em protocolos básicos de segurança. Continue lendo para conhecer as 21 dicas mais úteis e recomendadas para garantir máxima segurança à sua navegação online.

1 – Escolha o navegador certo

Um dos primeiros passos é escolher o navegador certo. Atualmente, o navegador mais seguro é o Tor, com seus recursos de segurança integrados. O Tor funciona ao mesmo tempo como uma rede virtual privada. Entretanto, ele pode ser bastante lento, e é preciso que haja um equilíbrio entre usabilidade e segurança.

Além do Tor, os melhores navegadores são o Mozilla, Opera e Brave. Eles são menos associados a grandes corporações cuja tendência é coletar dados dos usuários. O Chrome e o Safari devem ser evitados sempre que possível, e o Internet Explorer e Microsoft Edge não são seguros. Se você usa o Chrome, Safari ou Microsoft Edge, é ainda mais importante usar um motor de busca baseado em privacidade ou extensões com foco na privacidade.

Mesmo que escolher um navegador seguro, quando estiver fazendo buscas no motor de busca do Google, você ainda estará fornecendo dados ao Google, o qual é acusado de coletar dados dos clientes de maneira ilegal. Há uma grande quantidade de alternativas disponíveis aos usuários. O market share do Google caiu nos últimos anos, e motores de busca menores têm feito grandes progressos.

Optar por um motor de busca baseado em privacidade é um passo essencial para evitar que o Google acesse suas buscas, as quais são rastreadas por eles toda vez. Normalmente, as buscas são criptografadas, e os termos de busca expiram – e muitos deles desenvolveram recursos adicionais para uma navegação online segura. Entre os melhores motores de busca baseados em privacidade, encontram-se:

3 – Melhores práticas de navegação

Existem diversos aspectos secundários, mas essenciais, que devem ser lembrados durante a navegação online. Os principais são jamais deixar seu computador desbloqueado e garantir que suas compras sejam feitas apenas em sites de compras seguros. Sempre procure pelo cadeado verde em todos os sites com a indicação “https”. Ele significa que o site é oficial e seguro, e não um site falso que irá coletar seu nome de usuário e senha.

Esse conselho é especialmente importante ao preencher dados do cartão de crédito ou outros dados confidenciais. Também é uma boa ideia limpar seu histórico, downloads e cookies com a máxima frequência possível. Isso irá acelerar sua máquina e deixar menos informações para trás, as quais podem ser frequentemente rastreadas e monitoradas.

Ao navegar online, vale a pena manter seu navegador atualizado. Os hackers sempre exploram vulnerabilidades antigas de segurança nos navegadores que não foram corrigidas. E, quando usar qualquer aplicação ou software, sempre leia as políticas de privacidade. Elas podem ser bem extensas, mas, se as pessoas efetivamente lerem sobre os dados que podem ser acessados por essas aplicações, elas ficarão muito menos dispostas a fazer uso dos programas. Outra dica para navegar online é remover o preenchimento automático de nomes de usuário e senhas.

4 – Extensões do navegador

Existem diversas extensões adicionais que podem ser usadas para tornar a experiência de navegação mais segura e simples. Um bloqueador de anúncios é praticamente essencial, embora bons motores de busca e navegadores incluam bloqueadores de anúncios em seus serviços. As opções para bloqueadores de anúncios incluem AdBlock Plus, Firefox Focus e StopAd. Você ainda pode instalar extensões de VPN para ocultar seu endereço IP, embora uma VPN completa seja uma alternativa melhor. Entre essas extensões, encontram-se Ghostery e Hola.

5 – Utilize uma VPN

Fazer uso de uma Rede Virtual Privada (VPN) é sem dúvidas uma das melhores técnicas para evitar que tanto hackers quanto corporações acessem seus dados. Uma VPN irá alterar seu endereço IP e criptografar sua conexão quando você acessar sites. Dessa forma, um hacker que esteja monitorando você precisará descriptografar as informações. E as autoridades centrais não poderão rastreá-lo através do seu endereço IP. Bons provedores de VPN excluirão logs imediatamente ou não manterão nenhum tipo de log, dependendo da jurisdição. Os melhores provedores de VPN incluem:

6 – Evite PUAs

Uma aplicação potencialmente indesejada (PUA) é um programa que o usuário baixa e que acaba causando efeitos colaterais indesejados. Eles não são considerados vírus ou malware. Um exemplo seria um software gratuito que promete proteger seu computador contra vírus, mas que acaba alterando seu motor de busca padrão – e dificultando a reversão dessa medida. Além disso, eles podem utilizar recursos significativos do sistema.

O fato é que diversas aplicações gratuitas podem ser PUAs. Apenas baixe aplicações e programas confiáveis que detenham boa avaliação e que passaram no teste do tempo. Pode ser útil manter apenas alguns programas de alta qualidade, em vez de usar diversas extensões, add-ons e antivírus. Portanto, não baixe PUAs que afirmem aprimorar a sua segurança ou velocidade, pois elas frequentemente fazem o contrário. Atenha-se apenas a serviços conhecidos e de alta qualidade.

7 – Desative o JavaScript

Desativar o JavaScript é uma das técnicas mais úteis e menosprezadas em termos de navegação online segura. E os benefícios vão muito além da segurança, tornando a experiência online muito mais rápida. Isso causará a interrupção de diversos anúncios, janelas modais e páginas com navegação infinita.

O JavaScript é uma ferramenta para a criação de diversas formas de aplicações web complexas. Entretanto, quando você acessa um site, elas são executadas automaticamente no navegador. Pode ser difícil descobrir o que o script realmente faz, o que deixa os visitantes vulneráveis a comportamentos maliciosos. Desativar o JavaScript acaba tornando os bloqueadores de anúncios irrelevantes, pois praticamente todos os anúncios são executados no JavaScript. Embora o Facebook, Twitter, YouTube, Netflix, Google Docs e outras aplicações possam não funcionar, a navegação comum na web ficará muito mais rápida e segura.

Você ainda pode desativar o JavaScript no geral e permiti-lo nos sites que utiliza regularmente, bastando adicionar exceções. É bastante simples para desativar o JavaScript, bastando desmarcar um campo no seu navegador.

8 – Exclua, exclua, exclua: limpe seu conteúdo

Muitas pessoas fazem publicações em excesso em inúmeros sites. Elas se tornaram criadoras de conteúdo. Porém, na internet, tudo permanece para sempre, a menos que você exclua. E, às vezes, até mesmo páginas armazenadas em cache podem ser encontradas no Google. O YouTube, Facebook, Twitter e todas as grandes redes sociais oferecem a possibilidade de limpar seus dados de imagens e posts antigos. Navegue pelo seu histórico e confira se existem conteúdos que não sejam do seu interesse. Então, simplesmente os exclua.

Na verdade, as pessoas detêm mais controle sobre seus dados do que elas acreditam possuir – a questão é que elas simplesmente não se dão ao trabalho de excluir e gerenciá-los. Por exemplo, é completamente possível excluir todos os dados do Facebook. Ao excluí-los, levará 90 dias para que eles sejam removidos dos servidores do Facebook. Nunca saberemos quando alguém irá novamente associar algo com você online, portanto, vale a pena fazer uma limpeza ocasional dos dados.

Você também pode acessar fóruns onde fez publicações prévias e revisar seu conteúdo, bem como cancelar a inscrição do máximo de listas possível. Reserve um dia para fazer uma reclamação de dados completa em todos os sites. É muito fácil fazer isso, além de não exigir muito tempo.

9 – Use seu smartphone com segurança

Muitas pessoas cometem o erro de proteger apenas seus computadores ou laptops residenciais. Isso pode ser um grande equívoco, por diversos motivos. Os smartphones são ainda mais vulneráveis que os computadores pessoais. Eles são levados para todos os lugares e se conectam a diversas redes. Toda vez que você se conecta a uma rede através de um dispositivo, suas chances de ser hackeado aumentam.

Você pode aprimorar a segurança de navegação do smartphone através de uma VPN de alta qualidade para Android ou iOS enquanto navega em qualquer lugar. Existem inúmeros smartphones sendo lançados com foco em segurança, o que pode ser um bom investimento. Assim como em um computador, insira uma senha em seu smartphone e certifique-se de não deixá-lo desacompanhado.

Mais de 28% dos residentes norte-americanos sequer bloqueiam suas telas, de acordo com o Pew Research Center. Segundo o mesmo relatório, apenas 40% deles atualizam seus celulares quando novas atualizações são disponibilizadas. É ainda mais importante atualizar para o sistema mais recente em termos de segurança no smartphone, embora os usuários possam ficar frustrados com as constantes atualizações no Android e em outros sistemas operacionais.

10 – Sempre ative a 2FA

A autenticação de dois fatores (2FA) é uma das precauções de segurança mais importantes a ser tomadas durante a navegação online. Mesmo que você tome todas as medidas de segurança, ainda há a chance de que seu nome de usuário e senha sejam comprometidos. Os hackers são criativos e inovadores. Porém, com a 2FA, mesmo que um hacker obtenha acesso à sua conta de compras online ou ao seu e-mail, você ainda estará seguro.

Com a 2FA, um código é enviado ao seu smartphone a cada 30 segundos. Você precisará desse código para acessar sua conta. Portanto, caso um hacker consiga obter seu nome de usuário e senha, ele não poderá acessar sua conta, pois não possuirá o código adicional que se altera a cada 30 segundos. Sempre que usar um novo navegador ou fazer login a partir de um novo endereço IP, você será solicitado a inserir um código 2FA. O melhor e mais popular programa de 2FA é o Google Authenticator. Ele está disponível para Android e iOS. É possível conectar diversos sites à sua conta de 2FA.

11 – Nunca use Wi-Fi público

Os hackers configuram hotspots falsos de Wi-Fi com nomes como “Wi-Fi público grátis”. Ao acessar a rede deles, seus dados são roubados. Certifique-se de que a rede que você está acessando seja autêntica, e apenas faça compras e navegue em sites confiáveis no celular. Quando você acessa uma rede falsa, a quantidade de dados que um hacker obtém de você é assustadora, incluindo localizações anteriores, senhas, nomes de usuário, dados bancários e mais.

Porém, é ainda melhor dar um passo além e simplesmente nunca usar Wi-Fi público. Os hackers são conhecidos por focar no Wi-Fi público porque é muito mais lucrativo hackear uma rede que centenas de pessoas usam diariamente do que redes privadas utilizadas por poucos indivíduos. Através do uso de hardwares básicos, todos os visitantes de uma rede Wi-Fi pública podem ser redirecionados a uma rede diferente. Todos os celulares e smartphones que se conectam à rede ficam comprometidos. E os usuários têm muito mais probabilidade de se conectar a uma rede chamada “McDonalds” ou “Starbucks”, onde podem ser facilmente redirecionados a uma página com aparência oficial, mas que simplesmente consiste na rede de um hacker.

12 – Seja criativo no gerenciamento de senhas

Se você usa uma mesma senha em 20 sites diferentes, a probabilidade de um hacker obter acesso aumenta vinte vezes. Porém, se você usa 20 senhas únicas, o hacker somente obterá acesso a um site. Portanto, é importante usar senhas fortes e únicas sempre que possível. Especialistas em segurança identificaram que manter senhas fortes e únicas é a principal técnica para uma navegação online segura.

Lembrar-se de inúmeras senhas e nomes de usuário pode ser uma tarefa complexa. Por isso, é melhor usar um gerenciador de senhas de alta qualidade. Os gerenciadores armazenam cada uma das senhas e nomes de usuário únicos para cada site. Isso manterá suas credenciais seguras e permitirá acessos mais rápidos. Há diversos gerenciadores de senhas com alta qualidade disponíveis. Para proteção adicional, ative a 2FA no próprio gerenciador de senhas, para garantir que suas senhas dos sites não sejam comprometidas.

Além disso, você pode criptografar suas senhas. Existem diversas formas para fazer isso. É possível atribuir a cada letra um valor “+1”: portanto, “a” significa “b”, e “b” significa “c”. Então, você poderá registrar suas senhas em um arquivo localmente no seu computador. Mesmo que ele seja hackeado, os hackers não compreenderão as senhas. E a maioria dos sites permite apenas 3 tentativas antes de bloquear e solicitar a verificação por e-mail.

13 – Evite aplicativos

Diversos aplicativos de smartphone possuem acesso a muito mais informações do que o necessário para seu funcionamento. De acordo com um projeto de estudo da internet da Pew, 54% dos usuários de aplicativos decidiram não instalar um app ao perceber a quantidade de dados que eram necessários para utilizá-lo. 30% dos usuários de aplicativos desinstalam um app quando a quantidade de dados coletados é exibida para eles.

Outro estudo descobriu que 18% dos aplicativos obtinham acesso a contatos pessoais, e 42% dos apps que enviam dados a terceiros falhavam ao criptografar os dados. Portanto, informações obtidas ilegalmente estão sendo enviadas e ainda podem ser hackeadas por outras pessoas. Além disso, incríveis 41% dos apps podem rastrear a localização dos usuários, mesmo quando estão apenas sendo executados em segundo plano.

Em 2016, 1,3 milhão de contas do Google foram comprometidas através do uso de aplicativos de Android. Os ataques de ransomware no Android saltaram 138% do primeiro para o segundo trimestre de 2017. Se você possui um celular Android, é melhor tomar precauções antes de baixar aplicativos e navegar online. Embora o Android seja mais afetado, a segurança nos smartphones está se tornando uma prioridade. E a ideia de que o iOS não é vulnerável a malwares é simplesmente fantasiosa. O sistema vem registrando um aumento dramático do número de incidentes com malwares, mas seu mercado não é tão grande quanto o do Android, gratuito e com mais de um bilhão de usuários.

A maioria dos aplicativos solicita acesso à câmera e aos contatos dos usuários, mesmo que não tenham nada a ver com a câmera ou com os contatos pessoais. Portanto, restrinja os apps sempre que puder, com a possível exceção de uma VPN mobile de alta qualidade.

14 – Tome cuidado com onde você clica

Como regra geral, jamais abra arquivos executáveis. Eles possuem a extensão “.exe”. Você poderá fornecer permissão para algum vírus executar um código malicioso em sua máquina. Links enviados através de mensagens diretas podem redirecionar para sites maliciosos. Se você suspeitar de qualquer forma de anexo, não o abra.

Pense antes de clicar em qualquer link, e tome cuidado com onde você clica. Muitos links em mensagens diretas ou e-mails podem ser golpes de phishing. Nesse caso, a URL será muito parecida com um link comum, mas, na verdade, consistirá em um site falso para roubar seu nome de usuário e senha. Um exemplo pode ser o site www.gmaial.com, em vez de www.gmail.com. Os golpes de phishing são cada vez mais comuns por sua facilidade de ser executados, com a vítima disposta a fornecer seu nome de usuário e senha. Porém, novamente, a autenticação 2FA pode reduzir esse problema em grande nível.

15 – Adicionando aos favoritos

Essa é uma ferramenta bastante simples e eficaz para uma navegação online segura. E requer poucas habilidades técnicas. O golpe atualmente mais comum é o phishing, no qual as pessoas montam sites falsos semelhantes aos sites oficiais. Para seus sites mais acessados, vale a pena localizar o endereço oficial, que contenha o cadeado verde e a indicação “https” na URL, e armazená-lo em uma pasta de favoritos no seu navegador. Quando precisar acessá-lo novamente, você contará com a URL genuína. Isso não apenas tornará sua experiência de navegação mais segura, como também muito mais fácil e agradável.

16 – Mantenha-se sempre atualizado

O objetivo principal das atualizações não é apenas adicionar recursos novos e aprimorados. Frequentemente, elas realizam correções de segurança. Grande percentual dos hacks de moedas se deve a vulnerabilidades não corrigidas, às vezes durante anos. Por exemplo, a Operação Prowli tinha como foco uma antiga vulnerabilidade de quatro anos em servidores que executavam o HP Data Protector na porta 5555. Além disso, os sites do WordPress são continuamente visados, devido a vulnerabilidades antigas de segurança.

Portanto, seja no Windows, Mac ou Android, certifique-se de que tudo esteja atualizado. As atualizações do sistema podem causar incômodo, mas elas são um mal necessário. E, às vezes, caso você não atualize seu dispositivo ou software, eles não funcionarão adequadamente. Atualizar seu sistema também oferece o benefício de aumentar a velocidade da sua máquina.

Além disso, versões mais antigas têm mais probabilidade de conter vírus específicos voltados ao sistema operacional em questão. É por isso que o Windows é muito mais vulnerável a hacks do que o Mac OS. A maioria dos vírus foi criada com o Windows em mente, principalmente porque a maioria das corporações usa Windows. O Mac OS é mais recente. O mesmo padrão pode ser visto nos sistemas operacionais mobile. Quanto mais antiga for a versão, é mais provável que um vírus a tenha como foco. Por outro lado, versões mais novas podem conter vulnerabilidades de segurança que ainda não foram descobertas, portanto, pode haver uma desvantagem.

17 – Instale o melhor antivírus

Programas antivírus de boa qualidade também podem servir para bloquear anúncios em seu computador, os quais representam uma ameaça durante a navegação online. O Adaware é uma nova forma de programa antivírus que é barato, fácil de usar e eficaz. Ele protege dispositivos contra malware, vírus, spyware, phishing, anúncios e golpes online. Além disso, o Adaware é executado tranquilamente em segundo plano e utiliza recursos mínimos. É melhor evitar antivírus gratuitos. Eles são agressivos nas propagandas para oferecer a versão paga, roubam seus dados ou instalam algum malware. Todos eles precisam ganhar dinheiro de alguma forma.

Além disso, seu antivírus deve atuar como antispyware. O antivírus protege contra vírus que podem destruir seus arquivos, corromper dados ou roubar informações. Os spywares incluem keyloggers e trojans que coletam dados referentes a senhas e nomes de usuário. Programas antivírus de alta qualidade normalmente executam ambas as tarefas.

Os melhores antivírus incluem programas como Kaspersky e Norton Anti-Virus. Na verdade, um vírus recente de mineração de criptomoedas (WinstarNssmMiner) teve como foco os computadores e instalou a si mesmo com base no tipo de antivírus que era utilizado no sistema das vítimas. Se um antivírus de alta qualidade estava instalado, como Norton, Avast ou Kaspersky, o vírus não se dava ao trabalho de funcionar. Porém, ele continuava atuando, caso houvesse instalado um antivírus de menor qualidade. Em outras palavras, não há motivos para usar um antivírus inferior, pois eles normalmente não são muito eficientes.

18 – Leve seu PC ao técnico de informática

Pelo menos uma vez por ano, o computador desktop ou laptop deve ser levado a um especialista e limpo o máximo possível. Há uma enorme variedade de vírus e malwares que podem infectar um computador, a partir de diferentes fontes. Você pode possuir todos os hábitos e técnicas de navegação online, mas eles não farão diferença, caso seu dispositivo já esteja infectado. Uma limpeza completa pode ser a melhor opção inicial, antes da adoção de bons hábitos de navegação online.

Softwares keyloggers podem estar monitorando cada letra que você digita. A melhor forma de corrigir isso é levar seu PC a um técnico de informática. Alternativamente, você pode pesquisar online e executar uma restauração do sistema no Windows, a qual retorna seu computador para um ponto anterior. Essa medida é bastante eficiente, pois remove quaisquer vírus que você tenha pegado há um ou dois anos, dependendo do período da restauração. Ela ainda removerá tudo o que você instalou, baixou ou salvou nos últimos 1-2 anos. Portanto, certifique-se de fazer o backup de tudo o que seja importante em um USB antes de executar a restauração.

19 – Utilize a tecnologia Blockchain

A tecnologia Blockchain tem potencial para causar uma disrupção completa em diversos segmentos da economia. E um desses segmentos é a privacidade online e navegação segura. Navegadores descentralizados estão sendo criados, e o Metamask.io é uma ponte para a internet descentralizada, permitindo que os usuários executem DAPPs (apps descentralizados) em seus navegadores.  Projetos como Ethereum e Tron estão buscando descentralizar a internet, para que o Google, a Amazon e o Facebook não mantenham todos os nossos dados em servidores centralizados.

Adicionalmente, existem diversos projetos de ICO que pretendem mudar a indústria. O Liberdy.io é uma tecnologia em conformidade com o GDPR que está fazendo os usuários reaverem o controle sobre seus dados. O aplicativo permitirá que os usuários extraiam os dados que atualmente compartilham com sites como Google e Amazon. Os usuários podem selecionar quais dados desejam compartilhar, e o aplicativo criptografa e despersonaliza os dados, para que eles não possam ser usados para fins maliciosos.

Os anunciantes precisarão comprar os dados diretamente com o usuário. O que ocorre atualmente é que o Google e o Facebook estão coletando nossos dados gratuitamente, e, então, vendendo-os aos anunciantes. Essa tecnologia está eliminando os intermediários, e, no futuro, haverá diversos aplicativos de Blockchain que ajudarão a garantir uma navegação online mais segura.

20 – Não comercialize seus dados

Uma porcentagem surpreendente de pessoas não vê problemas em fornecer informações essenciais em uma era em que esses dados podem ser facilmente utilizados indevidamente. De acordo com este site, 16% dos adultos norte-americanos estão dispostos a compartilhar seus hábitos online em troca de uma melhor experiência de navegação. Basicamente, isso significa que, para obter mais velocidade e interação, indivíduos adultos norte-americanos estão consentindo em fornecer seus dados.

Além disso, 66% dos norte-americanos fornecerão dados pessoais às empresas em troca de melhores produtos e serviços. Porém, não há a necessidade de fornecer às empresas mais informações do que aquilo que elas já possuem, e não é preciso comercializar dados para obter uma experiência mais agradável. Tome de volta o máximo de informações possíveis e tente evitar que as empresas coletem suas informações essenciais.

21 – Navegue e publique menos

Uma das melhores formas de se manter seguro ao navegar online é passar menos tempo efetivamente navegando online. No mínimo, tome muito cuidado com o que você publica e com o que busca quando não estiver usando uma VPN de alta qualidade, pois grande parte das atividades é monitorada ou registrada, e grande parte do restante delas é suscetível a vírus e pode ser hackeada.

Ao limitar sua exposição às redes sociais e à tecnologia em geral, você restringirá a quantidade de dados que as corporações podem coletar, bem como a possibilidade de ser hackeado. Dados que não estejam online não podem ser hackeados. A internet é uma enorme rede onde os hackers buscam por dados.

Resumo: navegar online com segurança

Um relatório de segurança consultou diversos especialistas em segurança e produziu uma interessante tabela com os melhores conselhos para usuários inexperientes. Em termos de segurança de contas, as três principais precauções a ser tomadas incluem o uso de senhas únicas, o emprego de senhas fortes e a ativação da autenticação 2FA. Fazer uso de um gerenciador de senhas vem logo em seguida.

Em relação aos hábitos de navegação, os pontos mais importantes são usar “https” e verificar o cadeado verde na URL. Tomar cuidado com onde você clica também é outro fator importante. A precaução de segurança mais importante identificada pelo relatório é fazer atualizações sempre que possível, para que as vulnerabilidades de segurança sejam corrigidas. Deixar de abrir anexos em e-mails também foi uma orientação mencionada. É válido notar que a maioria das precauções de segurança importantes é relativamente simples de ser executada, embora poucas pessoas prestem atenção a elas.

Existem diversas técnicas que podem ser usadas para navegar online com segurança. As três mais importantes são estas: usar uma VPN de alta qualidade, ativar a autenticação 2FA e possuir um sistema adequado de gerenciamento de senhas. Conforme descrito no relatório de segurança, medidas simples, como verificar onde você está clicando e investigar a URL, também podem gerar muitos benefícios.

É útil lembrar que normalmente os hackers precisam que você baixe um vírus ou clique em um link ou anexo para conseguir acessar seu computador ou seus dados confidenciais. Portanto, o simples fato de tomar cuidado e estar ciente dos perigos pode fazer toda a diferença para uma experiência segura de navegação online.

Abdul Oare
Escrito por Abdul Oare
Abdul trabalhou como consultor e assessor em startups de tecnologia, provedores de internet e operadoras de telecomunicação. Agora, ele tem como objetivo tornar a web um lugar mais seguro por meio de conteúdos factuais e informativos sobre cibersegurança.