Por que não se deve usar as redes WiFi públicas

Última atualização por Olivia Jones em julho 11, 2018

De acordo com o Relatório de Opinião de Cibersegurança da Norton de 2017 (artigo em inglês), mais de 978 milhões de pessoas – 44% de todos os consumidores – foram afetadas pelo crime virtual em algum tempo dentro de 2017. Embora 70% dos consumidores acreditem que usar alguma proteção ao navegar nessas redes WiFi públicas seja o mesmo que estarem totalmente seguros, 66% deles afirmaram que continuam a usar essas redes “gratuitas” sem adotar as medidas de proteção apropriadas para que se protejam e protejam as suas informações pessoais.

Como funcionam as redes WiFi públicas?

Em um lugar como um barzinho, oferecer uma rede WiFi pública é uma estratégia de marketing brilhante. O quanto mais os clientes ficarem dentro do bar, é mais provável que eles peçam outro item do cardápio. Estes bares trocam o baixo custo de ter um roteador sem fio com conexão à Internet por um pouco mais de negócio lucrativo todos os dias. Antigamente, vários lugares lhe cobravam uma taxa pelo uso do WiFi, mas o acesso se tornou tão barato que essa prática foi abandonada.

A maioria das redes WiFi públicas não solicitam uma senha ao se conectar com os usuários. Isso quer dizer que não há nenhuma medida de proteção posta para manter as suas informações a salvo quando eles navegam na Internet. Outros lugares até solicitam uma senha, mas eles geralmente a escrevem em algum lugar do estabelecimento. Essa medida de segurança é fraca, se quer saber.

Como os hackers abusam das redes WiFi públicas

Por dentro da indústria de cibersegurança, há um ditado popular que diz o seguinte: há três tipos de pessoa nesse mundo.

  • Aquelas que foram hackeadas
  • Aquelas que serão hackeadas
  • Aquelas que estão sendo hackeadas agora e não sabem

As formas com as quais os cibercriminosos podem atacar os computadores desprotegidos nas redes WiFi públicas são muitas e bem simples, por mais incrível que pareça.

Uma das mais perigosas é o ataque do “Man in the Middle” (ou Homem do Meio) onde um hacker simula uma rede WiFi legítima. Por exemplo, um hacker pode ficar sentado na recepção de um hotel distribuindo uma rede sem fio chamada “ENTRADA-HOTEL”. As pessoas que usam dispositivos smart e computadores na recepção podem facilmente acreditar que essa rede pertence ao hotel e se conectar nela. Assim que os outros dispositivos estiverem conectados à rede, o hacker poderia fazer qualquer coisa, como examinar os arquivos do computador ou roubar as identidades e senhas de qualquer site que a pessoa possa visitar.

Outras ferramentas que os hackers usam são tão fáceis de se usar que basta apenas baixar um aplicativo e seguir alguns passos ou até mesmo ver um tutorial no YouTube explicando como hackear as outros. Uma ferramenta de análise de rede chamada Wireshark é geralmente usada para investigar o tráfego de um site de negócios, mas pode ser usada de forma maliciosa para capturar os pacotes de informações em uma rede pública, organizá-los através de alguns certos parâmetros e até mesmo inspecionar o seu conteúdo em formato legível.

Como se proteger ao usar as redes WiFi públicas

Há somente duas formas de ficar 100% protegido ao lidar com as redes WiFi públicas.

Abandonar o uso das redes WiFi públicas é possível, mas não muito prática para a maioria das pessoas que dependem dos seus dispositivos smart para fazer tudo o que querem, seja trabalhar online, chegar a um certo endereço, ou fazer compras online.

A outra solução é bem mais suportável. As VPNs funcionam ao estabelecer um ‘túnel’ entre o dispositivo do usuário e o servidor da VPN localizado em um local diferente. Em vez de enviar os dados direto para a Internet, eles são encriptados e enviados através do ‘túnel’ para o servidor da VPN. Os hackers podem até notar que as informações estão sendo enviadas, mas eles não podem quebrar a encriptação. Assim que os dados chegam no servidor da VPN, eles são desencriptados e enviados aos sites que o usuário acessa. As VPNs também oferecem aos usuários um de seus vários endereços IPs para que até mesmo a sua localização permaneça anônima.

Embora o fato de que a maioria das VPNs prometem o mesmo nível de proteção, elas na verdade oferecem diferentes níveis do que elas realmente entregam.

No topo das listas de comparação está o NordVPN, que oferece mais de 3.500 servidores e mais de 2.000 endereços IP. Talvez a melhor qualidade do NordVPN seja a sua confiança, oferecendo um período de reembolso de até 30 dias.

Uma qualidade importante para se comparar sobre as VPNs é saber se elas salvam históricos de acesso ou não. O IPVanish é uma dessas. Ele não salva nenhum registro, o que quer dizer que não há nenhum histórico para saber por onde o usuário passou na Internet enquanto a VPN estava ativa.

Para aqueles que procuram por maiores níveis de segurança, o ExpressVPN é uma ótima opção. Ele incorpora protocolos adicionais, como o SSTP e o L2TP/IPSec. Ele também agrada mais ao público digital, já que eles aceitam o Bitcoin como uma forma de pagamento.

Conclusão

Embora seja possível se proteger ao usar uma rede WiFi pública, aqueles que acreditam que um mero antivírus ou um firewall possa lhe proteger são os que mais podem ser hackeados. Somente uma ótima conexão VPN pode proteger a sua privacidade e as suas informações pessoais ao usar as redes WiFi públicas.

Olivia Jones
Olivia já escreveu e fez edições de grandes publicações e revistas. Sua posição anterior em uma empresa de segurança cibernética deu a ela a vantagem de desenvolver tendências de segurança online.