Guia definitivo para manter seus filhos seguros online

Última atualização por Nick Soucy em maio 29, 2019

“Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele.”

Provérbios 22:6

Um mundo mobile insano

Nós vemos em casa. Na igreja. Na escola. Crianças passando inúmeras horas na frente de telas. De fato, a criança média atual passa 9 horas em frente a uma tela.

Vivemos em um mundo de ritmo acelerado, e nossas crianças estão cada vez mais conectadas à internet. Apegam-se a ela. Confiam nela. Conectam-se através de diversos dispositivos inteligentes, computadores, tecnologias portáteis e todos os tipos de videogames.

O problema é que nem sempre sabemos o que elas estão assistindo e fazendo online. Segundo o Pew Research, 95 por cento das crianças norte-americanas tinham acesso a smartphones em 2018, e 45 por cento delas relataram que permanecem online “quase continuamente”.

1Benefícios da era digital às crianças

Assim como com qualquer tecnologia, existem benefícios e desvantagens às qualidades de imersão e ao encanto viciante das tecnologias digitais. Goste-se ou não, a tecnologia se tornou indissociavelmente ligada às nossas vidas – e ainda mais nas vidas das futuras gerações.

E, embora existam alguns perigos reais que discutiremos abaixo, ela não é necessariamente tão assustadora quanto os filmes de terror de Hollywood sobre a “dark web” nos fazem acreditar. Além de oferecer opções saudáveis de entretenimento para a família e facilitar a realização de tarefas escolares, há muitos outros aspectos positivos em relação ao mundo digital.

Com a orientação adequada, a internet pode ajudar nossa juventude a encontrar hobbies produtivos ou até mesmo desenvolver competências de vida vendáveis, como:

  • Programação
  • Web design
  • Design gráfico
  • Fabricação avançada
  • IA e robótica
  • Marketing de mídias sociais
  • Escrita e pesquisa
  • Trabalho freelance e empreendedorismo
  • Abertura de loja online para vender artesanato
  • Gerenciamento de currículos e candidatura para vagas de trabalho

…E inúmeras outras indústrias que estão surgindo que ainda serão inventadas. Quem imaginaria há 10 ou 15 anos que seus filhos adultos se tornariam “influenciadores de mídias sociais”, produzissem tutorais sobre maquiagem em uma página monetizada do YouTube ou ganhariam milhares de reais jogando videogames para uma audiência online?

Porém, essas opções agora fazem parte da realidade dos millennials.

2Perigos e riscos às nossas crianças

Obviamente, também existem riscos e perigos em potencial. Queremos que nossas crianças aprendam as habilidades e conheçam as ferramentas para facilitar suas vidas, divirtam-se e ganhem renda futuramente — porém, queremos que elas estejam seguras enquanto fazem isso.

A sabedoria convencional talvez sugira que ficar online é mais seguro às crianças que deixá-las vagar livres pelos parques, onde crianças de gerações passadas corriam um risco muito maior de ser raptadas, entre outros perigos reais.

Infelizmente, porém, a capacidade de explorar a internet sem supervisão pode levar a esses mesmos perigos da vida real, como raptos, roubos e bullying.

3A importância do engajamento comunitário para a segurança digital

Como adultos, atuamos em muitos papéis — membros de igrejas, pais, instrutores e mentores — e precisamos nos manter a par das opções de privacidade e segurança que possam ajudar a manter nossas crianças seguras e felizes online.

A verdade é que muitos de nós estamos mal preparados para competir com o ritmo veloz com que nossos filhos absorvem e nos superam na questão da tecnologia. Com crianças do ensino fundamental mais experientes na web que a maioria dos adultos em toda a sua vida, essa lacuna de conhecimento pode causar problemas. Chegou a hora de acabar com essa lacuna e colocar ferramentas nas mãos de pais e tutores para que protejam nossa juventude. A boa notícia é que isso é mais fácil do que você pensa.

Você está preocupado por ser um “pai helicóptero” (sempre girando em torno do filho)? Veja a questão desta forma ­– você é um cuidador, e, portanto, faz as coisas para a segurança dos seus filhos, e não para puni-los. Se você ou algum pai da sua congregação estiverem relutantes de monitorar seus filhos porque isso parece ser invasivo, lembre-se de que tal medida não quer dizer bisbilhotá-los — trata-se de uma boa criação.

Ao manter um diálogo saudável com seus filhos, você demonstra respeito, define expectativas e permite que eles saibam que nenhum tipo de comportamento inseguro, indelicado ou imoral será tolerado online.

4O papel das instituições religiosas e educacionais na proteção da cultura jovem

Cada um dos pais, escolas, instrutores, professores, autoridades de segurança pública e líderes da igreja do nosso país tem um papel individual na proteção do bem-estar da nossa juventude.

Como pessoas de fé, nós sabemos que os membros da igreja oferecem uma excelente orientação moral às famílias, além de conselhos práticos para a criação dos filhos. Afinal, todos nós nos importamos profundamente com o bem-estar dos nossos jovens, e todos os tipos de líderes adultos são necessários para ajudar a moldar e criar nossa juventude local.
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Holy Bible Os livros sagrados nos ensinam a ser bondosos, misericordiosos, tolerantes e acolhedores. Todas essas são lições positivas de que nós nos esquecemos com frequência. Líderes espirituais reconhecem a importância de um núcleo familiar saudável e próspero, além da grande importância de uma vida familiar sólida na criação de crianças emocional e espiritualmente saudáveis.

A igreja, assim como o sistema de ensino, é uma das diversas instituições que atuam como uma rede de apoio na proverbial “vila” que nos ajuda a criar as crianças da nossa comunidade. A igreja é capaz de oferecer uma estrutura moral útil para tratar o próximo com respeito e dignidade, o que é muito importante no desenvolvimento de hábitos positivos para interações online.

Porém, os pais e líderes da igreja também precisam fazer sua lição de casa sobre a tecnologia moderna, incluindo saber como proteger seus filhos de determinadas formas de perigo online. Sem uma supervisão adequada e soluções tecnológicas, nossas crianças ficam vulneráveis a inúmeras ameaças online:

  • Vírus de computador.
  • Roubo de identidade.
  • Cyberbullying.
  • Predadores sexuais.
  • Visualização de conteúdo impróprio.

510 dicas e regras para manter as crianças seguras online

Rules to Keep Kids Safe Online

Se a crianças estiverem usando computadores ou dispositivos como parte do ensino da escola dominical, ou se você apenas deseja ajudar os pais a cuidar da vida digital de seus filhos em casa, comece definindo regras e diretrizes claras:

Faça uma lista com suas regras e a analise juntamente com seu filho. Essas regras podem ser relativas a evitar mídias sociais e sites adultos, evitar videogames ou sites que exijam pagamentos via cartão de crédito ou PayPal. Ela também deve incluir limites de horários, para que se filho saiba que não poderá ficar online por horas consecutivas.

  1. Coloque o computador da família em um local público, para que você veja o que seu filho está fazendo. Se você presentear seu filho ou adolescente com um computador próprio, faça com que ele o utilize em um cômodo familiar, para que você possa monitorá-lo. Faça o mesmo com smartphones, tablets ou consoles de videogame.
  2. Monitore os sites acessados pelas crianças e informe a elas que você está fazendo isso. Exija a elas que adicionem você como amigo em todos os perfis de mídias sociais.
  3. Exija permissão antes do download de quaisquer apps, jogos, filmes ou assinaturas.
  4. Opte por um navegador adaptado às crianças, para que as buscas delas incluam controles parentais rígidos que não podem ser desativados.
  5. Mantenha seu navegador atualizado e use plugins adaptados às crianças (mais detalhes abaixo).
  6. Faça perguntas detalhadas sobre o uso do computador (lição de casa, jogos, filmes, etc.).
  7. Ensine seus filho a não cometer cyberbullying, assédio ou qualquer outro tipo de “trolling”. Além disso, ensine a eles para que contem a você se estiverem sofrendo bullying online. Estudos mostram que o anonimato das publicações online estimula as crianças a fazer publicações mais negativas online – portanto, ensine seus filhos a manter a positividade e a não dizer nada que não seja de bom tom. Palavras de sabedoria do Bambi.
  8. Certifique-se de que você conheça pessoalmente qualquer pessoa com quem seu filho queira interagir online. O ideal é que seus filhos possuam permissão para conversar online apenas com amigos reais que eles conheçam da escola, igreja ou da prática de esportes.
  9. Ensine seu filho a não divulgar nenhuma informação pessoal pela internet ou nas mídias sociais que possam revelar a localização da sua família, informações financeiras, informações sobre veículos ou outros dados que possam levar a raptos, assaltos ou roubos de identidade. Compartilhe no Facebook!

6Crie redes sociais reais

A propósito das mídias sociais, vamos falar sobre socialização fora de casa. Esse é um mundo diferente daquele no qual crescemos. Foram-se os dias em que precisávamos sair de casa para interagir com o mundo. Nossos filhos podem conversar, falar no Skype ou FaceTime, telefonar, enviar mensagens de texto, pedir comida, fazer suas lições de casa e praticamente tudo o mais online. Real Social Networks Porém, não há motivos para eles não combinarem a socialização real de forma conjunta. De fato, isso é crucial para o bem-estar físico, espiritual e desenvolvimental deles. Foi demonstrado que o excesso de tempo nas mídias sociais e de tempo de tela causa ansiedade e redução da capacidade de atenção, principalmente nas crianças. Isso está criando novas gerações de pessoas multitarefas, apesar do fato de que a habilidade multitarefas revelou-se ineficaz e causadora de distrações.

É nosso trabalho reduzir o tempo de tela e fazer nossas crianças passarem mais tempo ao ar livre, envolvendo-se na vida real. Vamos chamar isso de socialização real. Para deixar seus filhos saudáveis e felizes, mantenha-os ocupados com atividades fora da internet que sejam apropriadas à idade deles, como:

  • Brincadeiras agendadas
  • Dormir na casa de amigos
  • Acampamento
  • Esportes e jogos
  • Viagens de campo
  • Piqueniques
  • Associações de jovens
  • Passeios organizados pela igreja
  • Apresentações musicais
  • Visitas ao museu
  • Excursões ao zoológico
  • Trabalhos voluntários
  • Atividades pós-escolares

710 melhores recursos para privacidade e controle parental

Felizmente, para todo problema tecnológico existe uma solução tecnológica. Faça sua lição e aprenda todas as formas pelas quais você pode usar a tecnologia para manter seus filhos seguros online.

Tutoriais e pesquisas:

Navegadores e plugins adaptados às crianças:

Kid-friendly Browsers and Plugins

  • Motor de busca Kiddle (caso seu filho tente pesquisar algo questionável, ele censura conteúdos impróprios).
  • Plugins de Chrome e Firefox podem filtrar conteúdos controversos.
  • “Modo Seguro” do YouTube e o Youtube Kids são duas ótimas opções para manter vídeos voltados às crianças.
  • Sandbox é um navegador de iOS que restringe seus filhos para sites que você “adicionar à lista de permissões” ou aprovar com antecedência. Criado para produtos da Apple, como iPhones e iPads.

Opções de softwares e apps

Kids software and app options

  • Circle App, segundo a revista Forbes, “ajuda os pais a administrar o tempo das crianças gasto em dispositivos digitais”. Ele ajuda a criar filtros, restrições de horário, históricos de navegação detalhados e mais.
  • Kidbridge permite que os pais monitorem as mensagens de texto e o histórico do navegador de seus filhos.
  • Kidgy é um app de “muro geográfico” (para iPhone e Android) que permite que você saiba quando seus filhos extrapolarem um limite de zona de segurança pré-determinado (como seu quintal ou seu bairro).
  • Net Nanny e outros softwares parentais estão disponíveis e oferecem mais controle sobre a atividade na internet.

Kidgy parental controls Para conhecer outros apps parentais, confira este resumo útil da Digital Trends.

Você pode saber mais sobre navegação segura através da leitura do Guia definitivo para uma navegação segura online.

8Customizando as configurações de segurança de um dispositivo

A maioria dos computadores e dispositivos inteligentes permite que você habilite restrições de diversos tipos e proteja seus controles com senha, para que seus filhos não consigam desabilitá-las.

  • Instale ad blockers para impedir que as crianças visualizem anúncios impróprios ou baixem softwares acidentalmente
  • Defina senhas parentais para que não seja possível baixar conteúdos e apps sem fazer uso delas.
  • Crie senhas de compras, para que as crianças não possam adquirir jogos, assistir a conteúdo adulto no Netflix ou fazer qualquer outra compra sem permissão.
  • Crie uma conta infantil à parte, com limitações rigorosas sobre o uso do navegador, filtragem de conteúdo e até mesmo limites de tempo para que o dispositivo seja desligado.
  • Desabilite as configurações de localização.
  • Desative quaisquer recursos de apps que tentam coletar dados.
  • Use os recursos de ajuda do seu navegador para aprender a configurar “buscas seguras” e bloqueios parentais.
  • Configure seu roteador com controles parentais integrados para restringir conteúdos wireless em todos os dispositivos.
  • Configure bloqueios parentais em consoles de videogame que possuam acesso à internet.
  • Preste muita atenção àqueles longos e enfadonhos acordos do usuário em sites de mídias sociais como Facebook, que reconhecidamente coletam e vendem dados de usuários. Compartilhe no Facebook!

9Lidando com o primeiro telefone celular de uma criança

Child’s First Cell Phone Nos dias atuais, as crianças consideram seu primeiro smartphone como um marco importante de status e aceitação social.

Ele transmite um grau de confiança por parte dos pais, e garante entretenimento, poder e responsabilidade à criança, que poderá se sentir tentada a abusar dele — principalmente na escola, distante dos pais. Converse com seus filhos sobre a permanência das decisões tomadas por eles no ambiente online. Algo controverso que eles publicarem quando jovens poderá assombrá-los no futuro em suas vidas.

6 regras para impor para o uso do celular pelo seu filho:

  1. Somente atender a ligações de números conhecidos. Isso evita operadores de telemarketing, predadores sexuais ou valentões.
  2. Pedir permissão antes de baixar quaisquer arquivos ou apps.
  3. Não fazer sexting (troca de mensagens de teor sexual) ou compartilhar fotos indecentes. Se as fotos caírem na internet, poderão permanecer nela para sempre.
  4. Pedir permissão antes de fotografar ou gravar vídeos de alguém.
  5. Limitar as opções de compartilhamento de localização nas configurações do celular.
  6. Jamais trocar mensagens enquanto dirige (para adolescentes ou crianças mais jovens que estiverem de carro com amigos mais velhos).

10 Comunicando-se com as crianças de forma eficaz

As ferramentas tecnológicas são ótimas, mas não podemos nos esquecer do marca registrada dos bons pais – comunicação. A psicologia infantil nos lembra de que as crianças se comunicam de forma diferente dos adultos.
Parent Children communication Crianças do ensino médio, fundamental e básico possuem limites vocabulares e pressões sociais variáveis que afetam como e quando elas estão dispostas a conversar com seus pais, orientadores e líderes religiosos. Lembre-se de adaptar sua conversa a níveis de linguagem adaptados à idade da criança, e mantenha em mente o fato de que seu primeiro dever é ouvir sem depreciar ou julgar.

Existem lacunas geracionais que costumam fazer os adultos enfrentarem dificuldades para entender, seja em relação à tecnologia online ou à forma como as crianças escolhem se comunicar com o mundo. Para as crianças, crescer é uma fase complicada; e, portanto, elas geralmente escondem informações importantes ou constrangedoras de seus pais — principalmente se estes não cultivam um ambiente aberto e sincero.

Faça seu melhor para ajudar os pais em sua igreja a acompanhar a forma como seus filhos fazem uso da internet.

11 Protegendo as crianças do cyberbullying

Cyberbullying

O bullying é um problema crescente.

Uma  pesquisa mostra que 13 milhões de crianças sofrem bullying por seus colegas todos os anos. Segundo o The Bully Project, incríveis 75 por cento dos estudantes de ensino médio afirmam que esse tipo de assédio surge por preconceito com sua raça, tipo/imagem corporal, orientação sexual, crença religiosa ou deficiência cognitiva/física.

As mídias sociais trazem uma dimensão ainda mais onipresente e perigosa do cyberbullying — o qual é lamentavelmente brutal e implacável. Nos Estados Unidos, nós vimos exemplos trágicos sobre como o bullying pode levar jovens a cometer automutilação, e alguns deles tragicamente tiram suas próprias vidas.

Como os pais e tutores podem ajudar

Muitos pais, pastores e educadores não estão preparados para lidar com os problemas disciplinares crônicos que levam ao cyberbullying. As igrejas podem ajudar os pais em relação às medidas disponíveis para reduzir o cyberbullying, bem como oferecendo à nossa juventude programas extracurriculares de geração de disciplina, como aqueles mencionado acima.

Estudos mostram que, quando as crianças fazem atividades pós-escolares produtivas, elas têm menos probabilidade de sofrer bullying ou cometer bullying. Mente vazia é a oficina do diabo, como dizem. Segundo o The Bully Project, diariamente, mais de 160.000 crianças deixam de ir à escola e ficam em casa por medo de seus agressores.

Isso ocorre com grande frequência, sendo que poucos recursos são empenhados em sua prevenção. A igreja pode e deve ter um papel importante para reduzir o comportamento do bullying e aprender a lidar com as tensões da infância.

As crianças naturalmente passarão do limite e ocasionalmente mentirão, caso isso evite constrangimentos ou punições a elas. Como modelos de moral, os pais e líderes da igreja devem ajudar as crianças a evitar a desonestidade, para que possamos mantê-las seguras e felizes em suas experiências online e sociais. Para mais informações, confira nosso Guia detalhado de cyberbullying para pais.

Comunicação é essencial

Uma comunicação eficaz inclui oferecer aconselhamentos, mas também significa ouvir de forma solidária. Certifique-se de evitar afirmações críticas como “seja mais forte” ou “todo mundo sofre com bullying — isso faz parte da escola”. Essas rejeições negativas somente deixam as crianças menos propensas a pedir ajuda aos adultos.

Líderes espirituais podem se oferecer para falar sobre bullying em assembleias escolares ou simplesmente durante sermões regulares. Eles também podem indicar recursos como o site www.stopbullying.gov, que ajuda a deixar os pais no controle da segurança online de seus filhos.

Em vez de eliminar o bullying online como fato inevitável da adolescência, vamos trabalhar juntos como uma vila para criar e orientar as crianças para que se comportem melhor.

Leis e regulamentações

Embora às vezes difíceis de fazer cumprir, existem algumas leis para nos ajudar a ir atrás das empresas que buscam explorar crianças.

A Lei de Proteção à Privacidade Online para Crianças (COPPA) foi criada para proteger as informações pessoais dos nossos jovens online (crianças menores de 13 anos). A COPPA exige que sites, apps e serviços notifiquem os pais e solicitem a aprovação deles antes de coletar ou fazer uso dos dados pessoais de uma criança. Leia mais sobre as regulamentações da COPPA no site da FTC.

Além disso, certifique-se de verificar com as autoridades locais e com organizações sem fins lucrativos quanto a outras leis de cibersegurança e antibullying que possam estar em vigor em seu estado ou cidade.

12 Como ser um pai proativo

Being Proactive Parents A internet pode até mesmo ser um local divertido e interativo para as crianças estudarem sua fá e aprenderem mais sobre oportunidades de filantropia em suas comunidades.

Estabeleça regras rigorosas para o uso da internet e de outros dispositivos. Exija que as crianças obedeçam às regras e regulamentos da escola sobre o uso de computadores e dispositivos inteligentes. Ensine-as a usar o computador de forma inteligente para evitar a prevenir ataques de hackers.

4 dicas úteis para evitar ser hackeado:

  1. Torne suas contas de mídias sociais privadas. As crianças e adolescentes devem tornar suas contas privadas, para minimizar a exposição de suas vidas pessoais. E também devem adicionar você como amigo, para que seja possível monitorar as publicações delas.
  2. Proteja as senhas: fale para seus filhos tomarem conta de suas senhas. Jamais compartilhar senhas, exceto com os pais. Usar senhas complexas que sejam difíceis de ser violadas, bem como escolher senhas diferentes para cada site ou app.
  3. Use autenticação de dois fatores: esse tipo de autenticação significa que, caso um hacker possua apenas seu endereço de e-mail, ele não conseguirá contornar a autenticação sem estar com seu celular fisicamente em mãos.
  4. Jamais abra e-mails suspeitos, principalmente aqueles com anexos. Você pode ser vítima de um golpe de phishing ou baixar um vírus ou ransomware inadvertidamente.

13 O futuro da segurança online para as crianças

Conforme a tecnologia continua se adaptando, fica mais difícil para os adultos permanecerem um passo à frente das crianças. Porém, podemos conseguir isso através da proatividade.

Embora não seja fácil saber quais formas novas e sofisticadas de tecnologia digital se tornarão populares no futuro  (realidade virtual) nós ao menos sabemos que existem dezenas de ferramentas e organizações de defesa para nos ajudar a manter nossas crianças seguras online.

Acima de tudo, converse com seu filho de forma aberta e frequente sobre suas expectativas de segurança, privacidade e conduta online. A segurança online das crianças – assim como todas as outras formas de segurança no mundo real – começa em casa. Com amor, disciplina e uma boa criação.

Nick Soucy
Escrito por Nick Soucy
Nick Soucy é apaixonado por cibersegurança e tecnologias modernas, especialmente aquelas que protegem a privacidade online e a expressão da Primeira Emenda norte-americana. Ele também tem profunda curiosidade sobre a inteligência geral artificial (AGI) e as ciências filosóficas do futurismo e da evolução trans-humanista.